08 janeiro 2014

reflexões sobre o diagnóstico e atitude



a falta de motivação para continuar a viver assim    e/ou
a inércia devida ao sofrimento e à falta de perspectivas de melhora     e/ou
a depressão pelas razões acima mencionadas    e/ou
o cansaço dos inúmeros remédios, o horror às seringas, o pavor ao hospital  
(onde sem dúvida acabará)     e/ou
a possível vontade - inconsciente - de precipitar o fim de uma situação que não tem volta a trás

... passará por alguma(s) destas razões a irracionalidade do comportamento? ... ...
É o único que se me ocorre
e, quando um não quer, dois não podem - lá diz o ditado
ou seja, se ele não quer, embora nos arraste a todos com ele, independentemente de qualquer que seja a sua decisão, convenço-me de que não está nas minhas mãos mais do que o apoio das minhas boleias e escassas visitas/conversas que a nossa relação admite

O que me arrasta a mim, o que ainda me tem pendurada ao sabor da sua irracionalidade e da sua precariedade é o forte poder da biologia, a mais comummente chamada «força dos laços de sangue», somada a uma educação que preconiza o respeito pelos mais velhos e progenitores como pedra basilar da família (e esta como a célula mais básica da estrutura social - é muito peso!)

Há muito reconhecidas e assumidas as características das amarras, hoje, o impacto das piores notícias é a notícia ela mesma recorrentemente, em loop, na minha cabeça. O impacto no lado esquerdo do peito não se sente.
Logo depois chega a análise da situação, a racionalidade e o pragmatismo. A acção que for necessária. Mãos à obra!

Há valor na aceitação de nós mesmos como somos - como nos fizeram e nos fizemos.
Há paz.


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