06 fevereiro 2015

ir a pé/transportes públicos para a escola ...




Hoje vi este video via A Gata Christie
Totalmente de acordo. Também nós escolhemos viver num lugar que permitiu ao D. ir ganhando gradualmente a sua autonomia. E para mim importante foi também o «gradualmente»
Aos poucos foi fazendo a pé com um de nós e depois sozinho ou com algum colega, percursos cada vez mais distantes e foi ele quem foi pedindo porque se ía sentindo mais seguro e gosta.
Além de lhe dar esse tempo para acordar de manhã e respirar ar entre sair de casa e se enfiar na escola, ao princípio foi também um momento de conversa com o pai que o acompanhava em parte do percurso. Além de lhe dar possibilidade de espairecer entre trocar a escola pela casa ou outras actividades extra curriculares, conhece o seu bairro, como bem diz a Gata, habitua-se a andar na rua, a circular e a lidar com todo tipo de situações e ainda passa pelo super e compra pão se for preciso para o lanche. Não falemos da autoconfiança que lhe foi incutindo esta liberdade e responsabilidade e do descanso aos pais-chauffers (ambição que nunca tive ,irra!)
Quando chegam as férias de Verão e já não vai para ATL's/campos-de-férias/ actividades várias porque já as fez todas e porque já não lhe apetece, também pouco a pouco tem ido alargando o leque e distância das actividades que faz com os amigos: ir jogar ténis, ir até à praia, piscina, skate park, isto ou a pé ou de bicicleta e de comboio inclusive. Desta forma não me custou há uns 3 ou 4 anos mete-lo num comboio para Abrantes com outro da mesma idade ou sabe-lo no Festival do Sudoeste a acampar no Verão passado (1 ano antes dos meus planos!) Gradualmente - é a palavra.

Há tempos uma amiga que vive em Montreal (Canadá) falou-me de algo sobre o não haver - de propósito - transporte escolar público para as crianças até... 12 anos? já não me recordo, para obrigar os pais a ensiná-los a andar a pé e usar transportes públicos.

E não me venham falar dos kg de livros que leva às costas - é verdade! O D. nos dias piores chegava a levar 6,2kg mas há formas de dar a volta e levar menos e se não, mexam-se através das Ass. de Pais porque chega a ser uma questão de saúde pública no futuro.
E não me venham falar do trânsito de hoje-em-dia, como nos aconteceu a nós e a todos, os nossos jovens têm que lidar com o seu tempo e o deles é este com estas características!


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