30 agosto 2007

o meu filho D. fala da morte como fala da vida, dos Dragon Ball ou do recém descoberto Harry Potter: com toda a normalidade que os seus (quase) oito anos conferem a mais um assunto. e é isso, apenas mais um assunto de conversa que surge com imensa frequência. como não sofreu ainda nenhuma ausência dolorosa, a naturalidade é total e por isso não atinge alguns protestos que lhe fazemos quando a conversa fica "demasiado normal" para nós os pais (o que é uma estupidez rematada da nossa parte, diga-se) ontem era a herança dos meus livros do Harry Potter (apesar de em inglês e ele me relembrar a minha promessa de lhe ir comprando a colecção em português) - mas se dizes que quando morreres tudo será meu, também já é, não é? posso leva-los para o meu quarto? esta manhã era - o que é que se faz no céu? se vou lá estar quatrocentos e mil e novecentos e milhões, posso levar a minha PlayStation? Pai, dizes-lhe para me enterrarem com a minha PlayStation?

2 comentários:

Cristina disse...

preocupação muito legitimas, afinal é a ultima morada :)))))

beijinho

amnésia disse...

lol

pois, ainda não passei por isso mas não falta muito!
Quanto a Playstation o problema é que no céu provavelmente não há actualização dos jogos.