20 maio 2014

reflectindo




- ele faz as coisas de que gosta e anda com os amigos dele…
- eu já estou habituada a estar sozinha…
- vamos separar-nos
E lá vai outro casamento pró brejo. Praticamente 27 anos de vida em comum assim relatados de forma corriqueira, sem emoção, como quem conversa sobre ter decidido que vai mudar a cor das paredes da casa – aliás, este projecto gerava mais entusiasmo, de certezinha!
E vai de contar aos pais e à irmã (que nem percebeu)  logo pelo telefone que assim já fica dito e despachado
Não há emoção ao constatar que apenas são amigos (sê-lo-ão? – questiono-me se até isso existe) ou já estranhos e que não merece a pena a partilha da cama, da casa e das famílias. Já tudo era rotina ou mesmo frete!
Surgiu um catalisador, uma pedra na engrenagem da rotina tão oleada e a correr tão automaticamente por si só que deu azo ao constatar de que assim não vale a pena. Talvez este esquema de vida durasse uns anitos mais… mas assim, enfrentaram a realidade e decidiram.
Quando se cresce divergente ou em paralelo o afastamento já não causa mossa. Foram muitos dias e dias que se tornaram semanas e transformaram em anos sem nada em comum, com pouco a dizerem-se e nada a uni-los. Sem se tocarem, em paralelo
…  …  …
O meu complicódromo começa a pensar
- Coerência… o que é isso? Há tantos casamentos de amizade e vidas justapostas– que não se tocam, em paralelo. Coerência é estar casado com amor e separar-se se já não existe? E o que é o amor depois de 27 anos em comum? Como se descreve esse amor?  Muito subjectivo …
A contiguidade da vida não é desejada por aqueles que têm independência económica, pelos que não sofrem de solidão porque são unos consigo próprios, pelos que anseiam mais: amor, paixão, sintonia partilha, realização, etc, etc
Parabéns pelo quebrar da rotina, pela coerência, pela coragem também. Avançar para fora da zona de conforto mas de coerência só pode dar bom resultado

(…por quê tanto desejo/necessidade de coerência?! Por que é importante estar-se bem consigo mesmo ?... reflexão para outro dia)


13 maio 2014

pensando...

Control is only an illusion to calm yourself into believing things will go a certain way
give up the control
let life lead


27 abril 2014

A Arte de Viver em Portugal

Entre família e amigos, super bom ambiente, paisagem e tempo de relax, boa comida e bebida - bons dias







23 abril 2014

16 abril 2014

Trabalhando

O forro do casaco preferido esgaçou. Muito uso e má ideia deixá-lo pendurado na maçaneta...


remendo sem graça
que virou giro ; )


11 abril 2014

filhos




hoje tive um desgosto com o D., o primeiro do género
relativamente, pode ser coisa pouca, mas no seu género não é. o rapaz falhou (-se, -me tb)
mas não há nada como tê-lo na minha vida




08 abril 2014

Esperança


de não voltar a usar certas lãs...


(todas lavadinhas e cheirosas, prontas para o Inverno que vem)

07 abril 2014

e na minha vida, o que desejo?




receber emoções
testemunhar felicidade
atingir um nível de compreensão mais profundo
sentir amor
receber o que não se pode comprar


04 abril 2014

Fetiche


Homens em mocassins sem meias - peito do pé e tornozelos à mostra!
... a cada loco lo suyo...

02 abril 2014

sobre o amor

(foto que tirei há...uns anos; dps pintaram o telhado de novo a branco e alguém voltou a escrever a frase lá ; )



«...No mundo onde eu vivo o amor vive-se, o sexo é a dois, a paixão não tem prazo, as relações não têm regras, o “mapa do corpo” é descoberto a dois, a fantasia faz parte da relação, há espaço para os fetiches, as descobertas, as manias de cada um.» ...
Pedro Rolo Duarte dixit, e não vale a pena dizer mais quando está (super) bem dito
pena é que tenha sido a propósito de mais lugares comuns que continuam a acontecer na TV/sociedade portuguesa ... fastio